“Ninguém ama aquilo que não conhece.” Santo Agostinho (354 – 430 d.C.)
Até há alguns meses, jamais passaria pela minha mente em candidatar-me à presidência da Sobrames paulista. Pensava que, por ser o mais antigo membro do Estado de São Paulo filiado à Sobrames, e o fizera desde maio de 1986, na regional do Rio de Janeiro; por ter sido um dos membros fundadores da Sobrames – SP (1988); duas vezes seu vice-presidente (1988-1990 e 1990-1992); uma vez seu presidente (1992-1994), e por ter participado das cinco primeiras diretorias, além de ter sido secretário-geral (1994-1996) e presidente da Sobrames nacional (1998-2000), já tivesse prestado meu serviço administrativo a essa nobre entidade.
Entretanto, algumas ações irresponsáveis e isoladas levadas a cabo no primeiro semestre de 2005 fizeram com que a nossa regional quase soçobrasse. Naqueles momentos de infortúnio não pude deixar de me lembrar da lição de Sêneca (4 a.C. – 65 d.C.), filósofo romano: “a quem beneficia o delito, esse é o seu autor”. Nos tristes desdobramentos dessa turbulência de proporções calamitosas e de mau agouro, houve, infelizmente, o pedido de demissão da presidente Karin Schmidt Rodrigues Massaro, fato único na história da nossa regional.
Nessa situação constrangedoramente adversa, somada a outros delicados problemas de saúde que envolvia e têm envolvido familiares de vários diretores ora vigentes, fui, reiteradamente, instado por velhos amigos a compor uma chapa para a sucessão na entidade, embora, no início, tentasse relevar ou mesmo tergiversar, não considerando seriamente essa proposta.
A tarefa era hercúlea, não somente pelo clima de rescaldo vigente, mas também pelos diversos compromissos com a profissão e com outras entidades às quais pertenço, aliás, que também têm me consumido muito tempo.
Contudo, o amor à Sobrames – SP falou mais alto. E esse amor nasceu bem antes do alvorecer da regional paulista, pois já pertencia há dois anos e meio da seccional fluminense.
Juntamente com Flerts Nebó e Luiz Jorge Ferreira – únicos remanescentes da fundação da Sobrames – SP –, enfrentamos grandes problemas e as mais diversas dificuldades para dar a ela sobrevivência ao largo dos anos. Com certeza, o amor que tenho à Sobrames – SP fará com que a ela acrescente horas em sua administração, que necessariamente serão subtraídas de outros compromissos previamente empenhados.
O tempo é longo ou exíguo, ou melhor, é o mesmo para todos. Tenho plena ciência que ter ou não tempo é puramente uma questão de prioridade. Assim, entre tantas circunstâncias a optar e um passado que não merece ser desvalorizado, me convenci de que a Sobrames – SP é uma grande prioridade. Por sinal, uma escolha muito prazerosa.
Destarte, achei que nada melhor do que assinalar como lema desta chapa “Amor à Sobrames – SP”. Que esse amor seja transbordante e prolífico não somente dentro da diretoria, como dentre nossos diletos confrades e confreiras. Que todos possamos dar um pouco de nós à nossa querida regional, pois ela tem proporcionado a todos os seus membros muito enlevo, relaxamento, cultura, inspiração, estímulo, descontração, amizades e oportunidades ímpares de se entreter, ouvindo e lendo trabalhos dos associados, além de propiciar que nossos próprios textos sejam lidos, ouvidos e publicados.
Que Deus esteja com todos os membros da diretoria, assim como com seus associados, e nos ajude para que juntos possamos realizar frutuosos empreendimentos neste biênio que em breve se iniciará!
[1] O Bandeirante. Ano XIV – no 168 (novembro): 1, 2006. Escrito na condição de presidente eleito da Sobrames – SP para o biênio 2007-2008.
Obrigado!