“Escrever é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.” Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908), um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos e fundador da Academia Brasileira de Letras, sendo seu primeiro presidente.
Não tenho dúvida que dentre os predicados para ser um bom médico estejam sumariamente condensados em tão-somente três: 1. Aprendizado constante com dedicação e perseverança através do estudocomo fonte do saber para proporcionar o melhor de si; 2. Exercício do humanismono trato com o semelhante, incluindo aí as diversas virtudes de uma boa educação auferida desde o berço, assim como – sem a menor pieguice – a necessidade de se ter amor ao próximo – desinteresseiro (!) – particularmente por aquele que sofre as agruras da doença; e, por fim: 3. Praticar seu ofício com os talentos de um artista: sensibilidade, observação, interpretação, concentração, fascinação, abstração, intuição, alegria, leveza, técnica, transformação de uma ideia em realidade concreta, amenizando ou dissimulando o sofrimento alheio… dentre outros. Se tais atributos compõem a arte e se eles se encontram somente no homo sapiens, infere-se, pelo silogismo aristotélico, que todos os seres humanos possuem, ainda que latentes, aptidões de artista.
Obrigado!