Palavras Elogiosas sobre Carolina Ramos – Grande Escritora

Conheço a estimada e versátil escritora Carolina Ramos há pouco mais de dez anos, desde que ela ingressou na Academia Cristã de Letras, precisamente em 30 de agosto de 2011, onde se tornou a terceira ocupante da cadeira no 22, cujo patrono é Santo Agostinho (354-430).

Além de ter sido professora normalista, destacou-se como musicista e folclorista. Na literatura destaca-se tanto em prosa como em versos, como atestam diversos prêmios recebidos no Brasil e no exterior, dentre eles a Medaglia de Mérito Internazionale (Salerno – Itália, em 2010), bem como outros em Portugal e em Angola.

Carolina Ramos também é membro da Academia Santista de Letras, Academia Feminina de Ciências Artes e Letras de Santos, Instituto Histórico e Geográfico de Santos, silogeu que presidiu por três gestões (2000-2007); Casa do Poeta Lampião de Gás de São Paulo (honorária), União Brasileira de Trovadores – Secção de Santos, entidade que também presidiu; União Brasileira de Trovadores (benemérita), Academia Paulista de História (correspondente), Ordem Nacional dos Bandeirantes de São Paulo, dentre outras entidades culturais do Brasil.

Carolina Ramos foi a primeira mulher a obter o título de “Magnífico Trovador”, em Nova Friburgo (RJ), em 1973, Aliás, já recebeu a alcunha de a “Primeira Dama da Trova Brasileira”. 

Além disso, foi também agraciada com a “Medalha do Sesquicentenário de Santos”, outorgada pela Prefeitura Municipal; “Medalha dos Andradas”, pelo Instituto Histórico e Geográfico de Santos; “Medalha Brás Cubas”, pela Câmara Municipal de Santos (2006); além do Prêmio Rui Ribeiro Couto, da União Brasileira de Escritores de São Paulo.

Antes da pandemia do coronavírus, mensalmente, ela, trazida pelo seu esposo, o jornalista Cláudio de Cápua, infelizmente falecido em 5 de dezembro de 2021, vinha a São Paulo e era assídua nas tertúlias da Academia Cristã de Letras, ocasião em que sempre apresentava breves trabalhos literários ou encantava a todos os participantes com seus enriquecedores comentários.

Dentre suas obras têm-se: “Sempre” (poesias, 1968); “Cantigas Feitas de Sonhos” (trovas, 1969); “Espanha” (poema épico, 1a edição em 1970, reeditado); “Rui Ribeiro Couto – Vida e Obra” (1989); “Trovas que Cantam por Mim” (trovas, 1989); “Espanha” e Outros Poemas” (1992); “Interlúdio” (contos, 1993); “Paulo Setúbal – Uma Vida/Uma Obra” (1994, em coautoria com Cláudio de Cápua); “Evocação” (História da Associação das Ex-Alunas do Colégio São José), em coautoria com Maria Edith Prata Real; “Feliz Natal” (contos natalinos); “Príncipe da Trova” (biografia); “Saga de uma Vida” (biografia) e “Um Amigo Especial” (conto-ficção para a juventude, 2003); “Liberdade – Sonho de Todos” (prosa e poesia, 2010); “Um Amigo Especial”; “Destino” (2011), dentre outros.

 Ademais, lucidíssima, aos 97, anos lançou o livro “Canta… Sabiá” (2021), que inclui poemas sobre o Brasil, lendas e temas pertinentes, constituindo-se num grande e substancioso compêndio sobre o folclore brasileiro.

 Carolina Ramos é uma mulher exemplo: professora, mãe, avó, bisavó, escritora, pesquisadora, administradora, de fino trato, meiga, fraterna, gregária e uma grande intelectual.

Helio Begliomini, Presidente da Academia Cristã de Letras (2022-2023).

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